domingo, 11 de setembro de 2016

Gasolina, churrasco e cerveja


O destino das grandes coletividades deve ser liderado por homens que representam a parte consciente delas. Tal afirmação é do político, diplomata, historiador, jurista, orador e jornalista brasileiro Joaquim Nabuco e ficou registrado em carta que enviou de Londres para o jornal La Razón, de Montevidéu, no Uruguai. O texto é datado de 23 de novembro de 1883 e abordava questões sobre o regresso do Czar para a Rússia e o seu projeto de reforma constitucional.

No mesmo documento Nabuco diz que a afirmação de que “todo povo tem o governo que merece” é uma frase que expressa apenas parte da verdade. Ele concorda que uma nação como um todo tem o governo que merece, porém, se tratar de frações da nação, tal como uma aldeia, um estado ou uma cidade, de forma isolada, eles podem ficar sob o julgo de um governo que não querem.

Tal fato ocorre à partir da escolha do conjunto da sociedade que não consegue efetuar reflexões racionais e acabam não identificando as pessoas que possuem capacidade de representa-los e consciência das atribuições das funções públicas. Em outras palavras, possuímos, em nossa composição, extratos submersos no profundo desconhecimento das suas reais necessidades enquanto coletividade, ou seja, que não efetuam escolhas racionais.

Por conta disto acabamos elegendo representantes que não tem o interesse de atender a demandas da parte consciente da sociedade, pessoas que colocam interesses individuais acima dos coletivos, que executam projetos não prioritários e que acabam agindo como déspotas esclarecidos, uma vez que depois de eleitos acham que podem e devem agir conforme suas convicções, esquecendo-se das aflições do povo. Estas pessoas não são conscientes.

Assim como a nação russa do século XIX, a nossa sociedade não pode ser vista somente como a atual, temos que pensar na do futuro, na estrutura social que deixaremos para os nossos filhos e netos. Nossas atuais escolhas individuais poderão nos fazer “patinar” e não evoluir como necessário.

Para se escolher os nossos representantes a parcela “submersa” da sociedade se contenta com combustível, churrasco e cerveja. Não possuem consciência.

Os nossos representantes não precisam ter lido e compreendido as obras de Voltaire, Turgot e Rousseau, entre outros. Precisam ter a capacidade de auscultar as pessoas e identificar as suas reais necessidades. Assim como sugeriu o ex-presidente Jânio Quadros, por ocasião de sua renúncia: “temos que colher no Povo, que é a única fonte da nacionalidade, as suas aspirações, e convertê-las em realidades tangíveis”. Este é o verdadeiro rumo que a sociedade aguarda para o futuro próximo. Não queremos gasolina, churrasco e cerveja, pois com representantes conscientes de suas funções poderemos evoluir e conseguiremos adquirir estes bens como nossos próprios esforços e não somente pelo gesto de votar por votar.

Os rumores e notícias do volume de dinheiro que está “correndo” pelas campanhas eleitorais assustam. As cifras são elevadas e os “submersos” não conseguem enxergar o mal que isto representa para nossa sociedade. Por isto devemos emergir e efetuar escolhas racionais para o bem de todos.

domingo, 4 de setembro de 2016

Ao infinito e além


Agora temos um presidente efetivo, não mais interino. E todos estão comemorando como se as soluções para a crise econômica e política fossem sair da cartola do novo chefe supremo da nação.

Nem bem tomou posse como efetivo e o que ele fez? Embarcou para uma viagem de uma semana à China. Viagem esta que não precisaria da participação do presidente da República, bastando a presença do Ministro de Relações Exteriores. Viagem desnecessária para Michel Temer fazer neste momento político tão crítico em que nosso país está passando.

Junto com o impeachment da Dilma também tivemos notícias sobre o aumento do desemprego e do déficit fiscal, além da preocupação com a política cambial que pode impedir a retomada do crescimento. Destes destaco como mais grave o resultado das contas públicas de julho que apresentou um déficit primário de R$ 18,5 bilhões no mês e um acumulado em doze meses de R$ 163,3 bilhões. A meta estabelecida para este ano é de um déficit de R$ 170,5 bilhões.

Se não bastasse estarmos no “vermelho” há anos, vamos repetir em 2016 e, também, em 2017. De acordo com o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) do governo federal, há uma previsão de déficit primário de R$ 139 bilhões, em 2017. O governo Temer e sua equipe econômica vêm bradando para os quatro cantos do país que irão propor tetos para despesas com saúde e educação e promover a reforma da previdência. E ainda prometem que não irão reduzir políticas sociais e nem aumentar impostos.

Tais medidas não reduzirão o déficit fiscal. O governo terá dificuldade para aprovar a PEC dos tetos de despesas e, para lograr êxito, terá que fazer concessões aos deputados e senadores. Da mesma forma, a reforma da Previdência Social não abrandará as contas fiscais antes de 30 anos. A equipe econômica de Temer tem que recuperar o juízo e começar a pensar em alternativas factíveis para o controle das contas públicas.

Também é pouco provável que não tenhamos aumento de impostos, pois as certezas que temos são basicamente três: a morte, que sempre teremos mudanças e que sempre pagaremos impostos. E no caso brasileiro, sempre pagaremos mais impostos.

O próprio ministro da Fazenda, Henrique Meirelles declarou que o governo terá que fazer um “esforço arrecadatório” para poder cumprir a meta fiscal de 2017. Portanto fica claro que teremos mais impostos pela frente. E não serão somente impostos federais que irão aumentar. Os estados também deverão impor aumentos de impostos para equilibrar suas contas e os municípios, após o ano eleitoral, também tratarão de buscar ajustar as suas contas, pois em 2016 está tendo muita fatura nos municípios, e todos sabemos que “depois da bonança chegam as tempestades”. 

Pois é. Mesmo todos afirmando que o povo brasileiro não suporta mais pagar impostos seremos brindados com mais impostos. Isto num período em que os reajustes salariais estão sendo feitos, na maioria, abaixo da inflação. É uma pena que a população não consiga se organizar e ter força e energia para mudar esta dura realidade.

domingo, 28 de agosto de 2016

Nossa linda juventude

Zabelê, Zumbi, Besouro. Assim começa a música “Linda Juventude”, da banda 14 Bis que recentemente esteve em nossa cidade. Uma música que retrata a maravilha da juventude nos idos de 1982, ano de lançamento da música. Claro que é uma bela canção.

Entretanto, mais cedo ou mais tarde nós, quando jovens, tivemos que deixar a alegria e a diversão de nossa infância para adentrarmos numa nova fase, a de ter que trabalhar, ou para ajudar a família nas despesas da casa ou mesmo para poder adquirir roupas e outros tipos de bens que desejássemos. Alguns podem até dizer que antes as pessoas começavam a trabalhar desde criança, mas os tempos mudaram e os nossos jovens podem e devem entrar no mercado de trabalho mais tarde.

Mas tarde em termos, pois à partir dos 15 anos o indivíduo já está em idade economicamente ativa, muito embora seja proibido o trabalho para menores de 16 anos, salvo na condição de menor aprendiz, que é permitido dos 14 aos 16 anos.

E um grave problema que está assolando os jovens de 17 a 24 anos no mundo todo é a falta de oportunidades de emprego. Na Europa a taxa média de desemprego para pessoas com 24 anos ou menos, segundo estatísticas da União Europeia, é de 18,6%. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) dão conta que no Brasil esta taxa chega a 26,4%. Ainda temos que considerar os jovens que estão trabalhando, os que estão somente estudando e os chamados “nem-nem”, aqueles que nem estão estudando e nem estão trabalhando.

No Paraná temos cerca de 1,6 milhão de jovens de 17 a 24 anos, destes 638 mil estão empregados, o que representa uma taxa de ocupação de 38,4%. Acima da média nacional, porém podemos considerar uma taxa baixa dada a estrutura social de nossos jovens. Digo isto porque a média de jovens desta faixa etária que estão estudando é de apenas 36,3%. Portanto podemos considerar que temos muitos “nem-nem” em nosso estado.

O município de Apucarana possui, aproximadamente, 19.336 jovens e a taxa estimada de ocupação destes jovens é de 38,5%. De janeiro de 2015 a julho de 2016 foram gerados somente 42 novos postos de trabalho para os jovens. Contrastando com este dado temos que a cada ano cerca de 2,3 mil jovens entram em idade economicamente ativa. Para manter a média de ocupação entre jovens no município haverá a necessidade de geração de um volume maior de empregos do que o atual.

Sem sombras de dúvidas os jovens estão sofrendo muito com a falta de oportunidades. A linda juventude da canção não está se apresentando como “página de um livro bom”. Claro que o sol raiou, mas para poucos. Se considerarmos que poucos destes jovens estão estudando e que o nível de escolaridade médio não é muito elevado, temos um problema estrutural muito grande e todos devemos começar a pensar em soluções urgentes para este desemprego. 

União, estados e municípios devem buscar políticas públicas e ações efetivas para melhorar a qualificação e a empregabilidade de nossos jovens. Afinal de contas o nosso futuro depende deles.

domingo, 21 de agosto de 2016

Mantendo a esperança

Segundo projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui cerca de 206 milhões de habitantes. E segundo o mesmo IBGE temos cerca de 11,6 milhões de pessoas desempregadas. Considerando estes dados poderíamos pensar que a taxa de desemprego é de 5,6%, porém a indicação é de que a taxa de desocupação chegou a 11,3%.

Se considerar as estatísticas oficiais de desemprego o Brasil está com a quarta maior taxa de desemprego do continente americano, ficando à frente somente das Bahamas (15,7%), República Dominicana (14,0%) e Jamaica (13,3%). Por incrível que pareça estamos com desemprego maior do que a própria Venezuela, mas não dá para confiar muito nas estatísticas do governo venezuelano. Se compararmos com países desenvolvidos selecionados e com os próprios BRICS (denominação dada para o conjunto das economias do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) o desemprego aqui somente não é maior do que o da África do Sul (26,6%), Espanha (20,0%) e Itália (11,6%).

Segundo as estatísticas oficiais, é considerado para o cálculo do desemprego as pessoas que não estão trabalhando e que estão disponíveis para trabalhar e que estão procurando emprego no momento da pesquisa. Também considera somente a População Economicamente Ativa (PEA) que, no caso do Brasil, engloba a faixa etária de 15 a 60 anos. Portanto, é por isto que a taxa não é sobre a população total.

É claro que o volume de pessoas desempregadas é muito maior que 11,6 milhões. Nem todos os desempregados estão procurando emprego e um dos motivos é o que chamamos de desalento, ou seja, a pessoa precisa do emprego, mas não está procurando porque ele sabe que não vai encontrar. Também tem a quantidade de pessoas que não estão trabalhando e nem procurando emprego porque estão efetuando trabalhos precários, os populares “bicos”, para conseguir dinheiro para pagar suas contas.

A situação de emprego e desemprego no Brasil é grave e não há perspectiva de melhora. Pelo menos para dar conta de empregar metade dos 11,3 milhões de desempregado e chegar próximo da média da taxa dos países desenvolvidos, que fica abaixo de 6,0%.

Também porque a dinâmica da economia não é uniforme em todo o território, ou seja, há regiões que pode até ter mais empregos, mas não tem pessoas em quantidade e qualificação para ocupar as vagas e há regiões onde tem pessoas desempregadas, mas não tem empresas que absorvam esta mão-de-obra. Situação antagônica, conflitante.

O que tem que ser feito para retomar o crescimento e, consequentemente, diminuir o desemprego, é um forte ajuste na economia que equilibre as contas públicas e traga confiança, competitividade e produtividade para a economia brasileira. E isto não irá acontecer no curto prazo. Poderá demorar mais de cinco anos dependendo das medidas que forem tomadas e se forem tomadas.

O governo federal tentou sinalizar com medidas efetivas, mas já está fazendo concessões, os estados estão mais preocupados em equilibrar suas finanças e também nada fazem para tentar contribuir e os municípios fingem que o problema não é deles. É mais fácil falar que o problema do desemprego é do governo federal. Só que não.

Este ano temos eleições municipais e vamos aguardar para ver se o assunto do desemprego surge dentro das propostas dos candidatos e se eles apresentam ações para ajudar a amenizar o problema. A esperança é a última que morre.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Paraná fecha mais de 118 mil postos de trabalho em 24 meses

Em junho de 2014 o estado do Paraná possuía 3,2 milhões de empregos formais. De julho de 2014 a junho de 2016 foram fechados 118.756 postos de trabalho. Tal movimento representa uma redução de 3,7% no total de empregos formais existentes. Os dados foram extraídos do RAIS e do CAGED do Ministério do Trabalho.

Dos 399 municípios do estado 209 apresentaram redução de postos de trabalho no período analisado. Em números absolutos os municípios que mais fecharam postos de trabalho são: Curitiba (-50.504), São José dos Pinhais (-11.113), Londrina (-6.007), Maringá (-5.579), Pinhais (-3.686), Apucarana (-3.353), Arapongas (-3.009), Rolândia (-2.599) e Ponta Grossa (-2.560).

Os municípios que mais geraram contratações são: Matinhos (2.702), Pontal do Paraná (1.937), Medianeira (1.799), Matelândia (1.576), Capanema (1.432), Ubiratã (1.145), Telêmaco Borba (1.128), Cafelândia (924), Palmas (718) e Santo Inácio (552).

O desempenho do mercado de trabalho formal retrata a recessão que o país passou pelos dois últimos anos e o Paraná não passou imune. E tal cenário deverá continuar persistente ao longo do segundo semestre de 2016 e em 2017. 

O déficit fiscal do setor público consolidado é um dos grandes causadores da recessão e pelo que tudo indica demorará muito tempo para que o setor público consiga equilibrar as finanças e, com isto, retomar o crescimento econômico e a geração de empregos.

domingo, 14 de agosto de 2016

Assim caminhamos

Sem sombras de dúvidas a grande preocupação para os brasileiros e brasileiras não está nos resultados dos atletas brasileiros nas Olimpíadas que não deveriam estar ocorrendo no Brasil. A maior preocupação de todos tem que ser o déficit fiscal. O que pode estar definindo se vamos continuar em crise por muitos anos ou se vamos começar a “enxergar uma luz no fim do túnel” é o desempenho fiscal do setor público consolidado. O setor público consolidado representa o Governo Central, estados, municípios e estatais.

O resultado fiscal é a diferença entre as receitas e as despesas do setor público e pode ser apresentado em três conceitos:  o “nominal” que representa a diferença entre o fluxo total de receitas e despesas no período, o “primário” que exclui do cálculo nominal as receitas de aplicações financeiras e as despesas com juros e o “operacional” que exclui do resultado nominal os efeitos da inflação sobre os juros incidentes na dívida pública.

O déficit público traz consequências negativas para a economia e, consequentemente, para as pessoas, pois com o governo gastando mais do que arrecada ele tem que recorrer a empréstimos para equilibrar as contas. Com o aumento do endividamento, pelo fato do governo estar gastando muito, há aumento da inflação e aumento dos juros. Estes por sua vez reduzem os investimentos e a produção total, aumentando o nível de desemprego. Por isso que todos temos que nos preocupar quando o setor público apresenta déficit.

Está faltando cinco meses para encerrar o ano e a previsão de déficit primário já está chegando em R$ 158 bilhões. A meta oficial do governo permite um rombo de R$ 170 bilhões. Pode parecer que as expectativas estão se concretizando, porém o déficit esperado é muito grande e está causando sérios danos para a economia brasileira. E se já não bastasse o “furo” nas contas públicas de 2016 ainda temos uma expectativa de déficit primário para o ano de 2017 no valor de R$ 138 bilhões.

Considerando estes dados nosso país terá três anos consecutivos de déficits acima dos R$ 100 bilhões e se não forem adotadas medidas efetivas para saneamento das contas públicas teremos um aumento da classificação de risco-país e, consequentemente, o aumento dos juros. Cenário totalmente adverso para a tão sonhada retomada do crescimento.

A única alternativa que o governo está “lançando mão” é a proposta de emenda à constituição que limita os gastos com saúde e educação à inflação, deixando de estar atrelados à receita. Isto poderá dar um fôlego para o governo federal, estados e municípios, mas não resolverá o problema se não ocorrer uma revisão de todos os gastos do setor público, bem como começar a discutir a eficiência no gasto público atrelado ao aumento da produtividade do setor.

Em 2014, ano de eleições, houve um forte aumento dos gastos públicos. Por conta disto 2015 foi o ano das “maldades” e quem gastou demais tentou amenizar o problema fiscal com vários ajustes, justificando que havia uma crise global e que a sociedade teria que fazer alguns “sacrifícios”.

Agora, em 2016 teremos eleições municipais e estamos presenciando os mesmos eventos: municípios fazendo investimentos e propaganda em pleno cenário de crise fiscal. Se não houver questionamentos por parte da população teremos reprises da mesma novela e nos restará esperar pelos pacotes de maldades de 2017 para ajustar as contas dos municípios. E assim caminha a humanidade. A humanidade brasileira.

sábado, 13 de agosto de 2016

Reflexão sobre o aumento da alimentação

A inflação acumulada nos últimos 12 meses, de agosto de 2015 a julho de 2016, medida pelo IPCA do IBGE, foi de 8,74%. Nos sete primeiros meses de 2016 o acumulado é de 4,96%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mede a inflação para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos mensais.

Neste contexto inflacionário o grupo de produtos de alimentação e bebidas apresentou acumulado nos últimos 12 meses de 13,56%. Já os produtos para alimentação no domicílio registrou um aumento de preços de 16,00% nos últimos 12 meses.

Contrastando com o aumento dos preços da alimentação no domicílio está a opção de efetuar as refeições e lanches fora, principalmente para as pessoas que trabalham fora e precisam incorrer em despesas com transportes. Nos últimos 12 meses efetuar as refeições e lanches fora do domicílio ficou 9,06% mais caro, bem abaixo do índice apurado para a alimentação no domicílio.

O transporte ficou 6,63% mais caro nos últimos 12 meses, sendo que, no mesmo período, o transporte público aumentou 9,40%, o taxi 7,36% e os combustíveis 11,96%.

Neste contexto as pessoas que trabalham fora de casa devem avaliar se está compensando retornar para o domicílio para fazer as suas refeições. Tal análise tem que considerar todas as despesas envolvidas bem como o custo relativo do tempo gasto para deslocamento que poderia ser utilizado em outras atividades. Também deve se considerar o desperdício causado pela produção dos alimentos em casa. É possível que as pessoas estejam tendo que jogar fora alimentos que foram feitos e não consumidos, como resto de arroz e feijão que não foram consumidos, café que esfriou na garrafa, etc.

Passear, ir na academia ou mesmo descansar no horário que sobrará nos intervalos de almoço pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida, além de poder estar gastando menos.

Vale uma reflexão.