terça-feira, 16 de março de 2021

Sinais do que vem por aí

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) elaborada pelo IBGE apresentou retração nas vendas no varejo no mês de janeiro de 2021. A queda foi de 0,2% em relação ao mês dezembro. Até aí seria compreensível, uma vez que as vendas de fim de ano tendem a ser potencializadas com redução no mês de janeiro. Acontece que o desempenho do comércio varejista no mês de dezembro também não foi bom, apresentando uma redução de 6,2% em relação ao mês de novembro. É queda em cima de queda.

Contrastando com este indicador temos que a receita nominal das vendas do comércio varejista aumentaram 0,7% em janeiro em relação a dezembro do ano anterior. Isto demonstra que estamos diante de um processo inflacionário. Uma vez que está se vendendo menos e faturando mais, significa que os preços estão subindo. Em outras palavras, estamos tendo uma tendência persistente de aumento dos preços.

No estado do Paraná a queda no volume de vendas do comércio varejista foi maior do que a média nacional. A redução foi de 0,6%. Da mesma forma que em nível nacional a receita nominal cresceu 0,4%.

Estes resultados eram esperados por causa do aumento do número de contaminados pela Covid-19 que está levando governos estaduais e municipais a imporem medidas mais rígidas de distanciamento e isolamento social. Como não se tem tratamento preventivo para o vírus a alternativa mais efetiva e eficiente é a vacinação. Só que o governo federal demorou muito para se posicionar estrategicamente para a compra de vacinas e estamos amargando um processo mais agudo da pandemia e mais impactos perversos na economia.

Com a possível elevação dos juros pelo COPOM nesta semana a retração da economia será mantida e o cenário de recessão técnica mais evidente. Estamos caminhando para mais um ano de recessão e para o agravamento das questões sociais. Mais um motivo para cobrar de nossos agentes políticos ações efetivas de apoio emergencial aos mais necessitados e as reformas necessárias para evitar que nossa economia mergulhe num atoleiro.

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